Uma entrevista

Clique AQUI ou leia abaixo uma entrevista minha sobre o livro Correio Litorâneo publicada no portal do Sesc em 2007:

‘CORREIO LITORÂNEO’
Nereu Afonso da Silva: contos para o movimento do imaginário

Nereu Afonso da Silva, 36 anos, é ator e escritor, graduado em Filosofia. Múltiplo, escreve e atua no Brasil e na França. No exterior ele cursa, escreve, conta e atua para diversas companhias, além de ser fundador da Compagnie du Tizal, e professor na Maison du Geste et de l´Image, em Paris. No Brasil, leciona no Estúdio Nova Dança, em São Paulo, e é um ex-Doutor da Alegria (palhaços que se apresentam em hospitais). Para ele, em ‘Correio litorâneo’ um pouco de humor e de drama narram o dia-a-dia, dando “voz à sabedoria, ao crime, à viagem iniciática, à solidão, ao amor, à falta de amor… e à morte”.

Como surgiu o livro?
Os contos de “Correio litorâneo” foram escritos entre 2003 e 2004, portanto o livro já estava pronto (se é que um livro algum dia fica pronto) na ocasião do concurso. Mas ficou um bom tempo nos arquivos do computador, saindo muito raramente para ser lido por um amigo aqui e outro ali.

Qual sua temática principal?
Eu costumo dizer que “Correio litorâneo” faz parte de um tipo de narração da vida cotidiana onde uma pincelada de humor e uma pitada de drama dão voz à sabedoria, ao crime, à viagem iniciática, à solidão, ao amor, à falta de amor… e à morte. Já acho bastante coisa para um livro só (risos).

Como o teatro influenciou na narrativa?
Uma coisa é certa: não foi o texto de teatro que me aproximou da linguagem do conto. Teatro para mim começa no corpo, nas ações e reações de um corpo em um espaço, no movimento que essas ações e reações podem causar no imaginário do espectador. Se há texto no teatro, ele, quando é bom, potencializa esse movimento. O que certamente me influenciou foram as leis a que esse movimento obedece e não o produto literário da tradição teatral.

Como classifica o Prêmio SESC de Literatura?
O interessante é se tratar de iniciativa de âmbito nacional, tanto do ponto de vista da seleção quanto da divulgação. Autores de todo o país concorrem à possibilidade de serem divulgados para o país inteiro. Acho muito saudável que uma instituição crie meios junto aos artistas, escritores e editoras para levar manifestações culturais a um maior número de pessoas. Quero ser um otimista e acreditar na multiplicação dos leitores, na multiplicação de um público informado, crítico e autônomo no Brasil… Acho que o SESC quer a mesma coisa.

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