Archive for the Sobre o “Correio…” Category

Correio Litorâneo na Rádio

Posted in Sobre o "Correio..." on novembro 24, 2008 by Nereu Afonso da Silva

Já faz algum tempo que concedi uma entrevista à Rádio Cultura FM durante a Feira do Livro de Porto Alegre. Mas seu conteúdo permanece atual e fornece um breve panorama sobre o tom e o teor de meu primeiro livro, Correio Litorâneo.

Para ouvir, basta clicar aqui embaixo:

nereu_rcultura

 

 

 

Anúncios

Pensar, Minas

Posted in Sobre o "Correio..." on outubro 19, 2007 by Nereu Afonso da Silva

025.jpg

Saiu sábado, 13 de outubro, mas só tive acesso hoje à crítica “A alma revelada em flashes”, que André Di Bernardi Batista Mendes escreveu sobre meu Correio Litorâneo no caderno Pensar do jornal Estado de Minas. Vale muito a pena conferir: AQUI.

Agora no Rascunho

Posted in Sobre o "Correio..." on outubro 18, 2007 by Nereu Afonso da Silva

008.JPG

“Mortes. Golpes. Acasos. Azares. Sortes. E outras cotidianidades reais adquiriram espessura artística a partir de verve e bossa deste escritor”. Esse é um trecho da resenha que Márcio Renato dos Santos escreveu sobre meu Correio Litorâneo no reputadíssimo Rascunho – Jornal de literatura do Brasil, edição de outubro de 2007. Para ler a crítica na íntegra, clique AQUI.

Santiago de Compostela

Posted in Sobre o "Correio..." on outubro 18, 2007 by Nereu Afonso da Silva

Semana passada, Lúcia Bettencourt, por ter vencido o Prêmio Josué Guimarães, foi levada à USC, Universidade de Santiago de Compostela onde, entre outras coisas, apresentou um breve panorama da nova – e da não tão nova assim – geração de escritores brasileiros. Lúcia, também vencedora do Prêmio Sesc de Literatura em 2005, aproveitou a oportunidade para traçar o histórico do Prêmio Sesc e citar as obras vencedoras e seus autores. De mim, falou: Nereu Afonso da Silva, e seu Correio Litorâneo – uma coletânea de contos muito bem humorada, mas onde o riso se trava por um atento exame dos descaminhos a que o ser humano se vê levado a percorrer. Falou também, muito generosamente e sensivelmente de Wesley Peres, André de Leones, Eugênia Zerbini e Marco Aurélio Cremasco. Para conferir seu discurso na íntegra, clique AQUI.

Muito bem recebido pela crítica

Posted in Sobre o "Correio..." on outubro 3, 2007 by Nereu Afonso da Silva

Saiu faz pouco tempo, na coluna Folha da Bahia.
Margareth Xavier escreve: “Prêmio Sesc de Literatura 2006, Correio Litorâneo é o livro de estréia de Nereu Afonso da Silva, muito bem-recebido pela crítica. Coletânea de contos curtos, reúne notícias publicadas num jornal fictício homônimo ao título, divididas em dois blocos: “uns” e “outros”. Em cada uma, narrações da vida cotidiana, mistura de humor e drama no trato, em poucas linhas, dos grandes temas humanos como amor, solidão e morte.”

“Correio” no Globo

Posted in Sobre o "Correio..." on setembro 16, 2007 by Nereu Afonso da Silva

Saiu ontem, sobre meu Correio Litorâneo, no caderno Prosa & Verso, do jornal O Globo:

Ritmo literário circense
Vencedor do Sesc de Contos apresenta o humor em tempo narrativo perfeito

O autor da crítica é o tradutor e jornalista Daniel Estill. Para lê-la na íntegra, clique AQUI e vá direto à página O que falam de mim.

Correio Litorâneo, o jornal sai no jornal

Posted in Sobre o "Correio..." on agosto 21, 2007 by Nereu Afonso da Silva

Sobre meu Correio Litorâneo, o escritor André de Leones tinha escrito isso:

CORREIO LITORÂNEO (Nereu Afonso da Silva, Record) – Contos. Prêmio Sesc 2006. Começa leve, engraçado, e aos poucos, sem estardalhaço, come o leitor vivo. Redondo, sem excessos e sem escorregões. Todos os contos são bons, mas Um Buraco na Tarde é um estouro, talvez uma obra-prima.

e agora, no caderno ilustrado do Diário de Cuiabá, escreveu ISSO:

 SIMPLICIDADE ENGANADORA

O premiado Correio Litorâneo, livro de estréia de Nereu Afonso da Silva, esconde por trás de sua aparente simplicidade uma grande sofisticação

André de Leones*
Especial para o Diário de Cuiabá

Correio Litorâneo é o nome do pior jornal do planeta. O periódico marca presença, direta ou indireta, em todos os contos do excelente Correio Litorâneo (Record, R$ 25,00), livro de Nereu Afonso da Silva que venceu do Prêmio Sesc de Literatura 2006 em sua categoria. Na categoria romance, o vencedor foi Casa Entre Vértebras, experiência-limite de Wesley Peres, já resenhado neste espaço. Correio Litorâneo chega ao público graças ao aval dos membros da comissão julgadora, formada, na etapa final, por Flávio Moreira da Costa e Cristiane Costa, e com o selo de um dos maiores grupos editoriais do país. Nada mal para um livro de estréia.

Nereu Afonso da Silva desenvolve suas histórias com grande desenvoltura, alternando momentos de grande humor com outros, de gravidade nem um pouco forçada. O livro é dividido em duas partes. A primeira delas, Uns, tem uma levada agradável e bem humorada, mas o autor, volta e meia, pega o leitor no contra-pé. De fato, a aparente leveza e o bom humor podem dar a impressão de que, a princípio, o livro sirva apenas para uma leitura despreocupada. Felizmente, não é esse o caso, e a segunda parte, Outros, funciona como um balde de água fria no leitor que já se julgava em terreno seguro.

Logo no conto que abre o volume, Úngaro dos Passos, já se torna evidente que estamos diante de um contador de histórias de mão cheia, cuja sofisticação é perceptível graças à maneira como trabalha a ironia. O personagem-título é um ladrão com pompa de profeta, que cedo sente um “oco revolucionário aumentando em seu espírito” e, mais tarde, já “consagrado”, conta suas proezas aos seguidores (ele não tem cúmplices, mas fiéis) “mais por instinto pedagógico do que por vaidade.”

Sobre esse conto, um dos melhores do livro, Nereu disse, com exclusividade para o Diário de Cuiabá, o seguinte: “Apenas tive vontade de confrontar esse personagem infantil àquilo que socialmente, oficialmente e ‘psicanaliticamente’ representa a autoridade: o adulto, o pai, o policial. Recheei de sátira a questão da viagem iniciática daquele que se isola por anos para ‘aprender’, para ‘conhecer seu caminho’ e penso ter, também através do humor, transformado o ‘handicap’ em ‘algo mais’ com a questão da falta do dente incisivo superior.”

Ainda na primeira parte, o conto Leitão marca presença como uma sátira hilária do brazilian way de se fazer política. O tom oficialesco da narração e o fato de o protagonista ser homônimo do autor levam a extremos a comicidade da situação explorada ali, na qual, dentre outras coisas, um prefeito lavra um processo que não existe. Como não poderia deixar de ser, o autor se inspirou em um fato real.

O melhor conto do livro, entretanto, não prima pela hilaridade. Um Buraco na Tarde é a narrativa perturbadora, potente e rascante de uma tragédia. Essas mudanças de tom perpetradas ao longo do livro impressionam. De fato, a destreza com que o autor trafega pelos diversos elementos que compõem os contos do livro, sem que o mesmo soe irregular, esquizofrênico ou mal organizado, é mesmo exemplar. E é justamente o derradeiro parágrafo do conto Um Buraco na Tarde o que dá bem a medida do talento de Nereu Afonso da Silva e justifica, sobremaneira, o prêmio recebido por Correio Litorâneo:

“Os dentes apertam e já arranham o ferro da arma, a mão treme, o gatilho feito mola inicia sua trajetória. Lembrou-se muito lucidamente que esquecera de trocar a lâmpada de 60w da cozinha, mas agora, com o tambor do revólver girando, às seis em ponto, já era noite o buraco da tarde.”

*André de Leones é escritor e colabora com o DC Ilustrado (http://aleones.wordpress.com/ )