Arquivo para setembro, 2007

Claudel na Ruído

Posted in Notas & Notícias, Tradux on setembro 26, 2007 by Nereu Afonso da Silva

 

Saiu a nova Ruído Branco.
Nela apresento algumas traduções de Cem frases para leques, poemas que o poeta e dramaturgo Paul Claudel criou durante o período em que viveu no Japão. A reprodução acima mostra como o autor caligrafou seus versos diretamente sobre leques orientais.
Além disso, vocês poderão conferir a diversidade de temas abordados pelos outros colunistas, cada um com seu estilo, com sua preocupação e todos fortemente engajados em construir uma revista única.
Confiram AQUI!!!

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Notícias do Rio

Posted in Notas & Notícias on setembro 21, 2007 by Nereu Afonso da Silva

Escrevo esse post da sede dos Doutores da Alegria do Rio de Janeiro. Acabei de dirigir para meus colegas palhaços cariocas uma sessão de trabalho sobre Jogo e Dramaturgia. Agora, enquanto escrevo, eles continuam o treinamento entre eles, na sala contígua, atrelados a seus instumentos musicais, compondo, tocando, cantando: 1, 2, 3, 4, ô ôôô, a aaa… pá tchin bum – pá tchin bum bom!!!
Mas na verdade, vim ao Rio para a divulagação do Prêmio Sesc de Literatura e de meu livro Correio Litorâneo. Farei uma leitura dramatizada de um dos contos:
Sábado, dia 22 de setembro, às 15:30 e
Domingo, dia 23 de setembro, às 17:00
na Bienal do Livro do Rio de Janeiro
no RioCentro
Logo logo postarei aqui nesse espaço minhas impressões sobre esse evento, seus livros autores, leitores etc.
Então, até breve!

“Correio” no Globo

Posted in Sobre o "Correio..." on setembro 16, 2007 by Nereu Afonso da Silva

Saiu ontem, sobre meu Correio Litorâneo, no caderno Prosa & Verso, do jornal O Globo:

Ritmo literário circense
Vencedor do Sesc de Contos apresenta o humor em tempo narrativo perfeito

O autor da crítica é o tradutor e jornalista Daniel Estill. Para lê-la na íntegra, clique AQUI e vá direto à página O que falam de mim.

Páginas novas

Posted in Notas & Notícias on setembro 14, 2007 by Nereu Afonso da Silva

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Criei algumas páginas novas, neste blogue, para facilitar e – espero – instigar a leitura. Uma delas é dedicada ao livro Correio Litorâneo, cuja capa vocês podem ver acima. As outras, com seus títulos inspirando intimidade, fofoca até, não passam de páginas de divulgação de textos: a primeira, O que falam de mim, apresenta alguns textos críticos, resenhas e comentários sobre o meu trabalho na literatura e no teatro; a segunda, O que falo pros outros, trazem minhas colaborações mais recentes na imprensa física, virtual e em outros meios.
Boa leitura!

Auto-retrato

Posted in Quase Crônicas on setembro 10, 2007 by Nereu Afonso da Silva

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com nunca ninguém por perto, nunca um banal alguém com quem comentar que não havia ninguém por perto, inventei um momento de menos desdita, daqueles que serão [e realmente foram] astuciosamente lembrados no futuro como “a época em que andava de cabeça erguida”, e tentei entrever alguém nesse auto-retrato

Duplamente órfão

Posted in Deu na telha on setembro 5, 2007 by Nereu Afonso da Silva

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[…] sentia-se duplamente órfão, e esta condição de despaisado continuara a prolongar-se […]

Memória de Elefante, António Lobo Antunes

Jesus velho e ruim

Posted in Notas & Notícias on setembro 3, 2007 by Nereu Afonso da Silva

Fui assistir ao Rock en Seine, um bom festival de rock que acontece nas portas de Paris, no Parque de Saint Cloud, beirando o Sena [daí o seu nome]. Por que é que disse ‘bom’ na linha de cima? Argh! Bem organizado, isso sim, mas bom, humm… Três dias de shows em três palcos simultâneos. Nem lembro mais o nome dos grupos que vi. Gosto – ou será que gostava ?- de rock. Enfim, foi mais uma tentativa. Ah, sim, claro, de alguns grupos eu lembro, afinal, foi por causa deles que desembolsei aqueles euros todos. Jesus & Mary Chain eu tinha visto no Projeto SP, na Barra Funda, lá nos idos de mil novecentos e noventa e caramba quanto tempo. Eles tocam no meu i-pod uma seleçãozinha que reduzo a cada dia, mas que sempre escapam do corte final. Mas eles estão por um fio, acho que só sobraram duas, do Psychocandy, disco aclamado, ovacionado, como a mais digna herança do Velvet Undergroud… Pelo menos é o que dizia a revista Bizz, lembram dela? Enfim, o barulho deles também rolou no filme Lost in Translation, de Sofia Coppola. Just like honey revirou hit e no show foi a que mais fez sucesso. Show básico, três acordes, duas guitarras, baixo, bateria e vocal. Até aí tudo bem. A fórmula até que poderia ser boa. O que não é bom, e isso eu já sabia desde o show de SP [e por que é que insisto meu Santo Anselmo?] é que no palco os caras não vingam. E para mim, palco, que seja para teatro, dança, música ou o que quer que seja, tem lá suas leis. Não é possível subir nele de qualquer jeito. Todos os jeitos são possíveis, menos de qualquer jeito. E o velho Jesus, pelo jeito, não aprendeu a tal lei.
Mas logo depois veio Les Rita Mitsouko, ainda bem, pois esses sim, em matéria de palco te levam longe longe… E para quem, com mais ânimo e talvez menos idade do que eu, voltou no dia seguinte, viu, ouviu, e talvez tenha apreciado… Bjork.