Fui assistir ao Rock en Seine, um bom festival de rock que acontece nas portas de Paris, no Parque de Saint Cloud, beirando o Sena [daí o seu nome]. Por que é que disse ‘bom’ na linha de cima? Argh! Bem organizado, isso sim, mas bom, humm… Três dias de shows em três palcos simultâneos. Nem lembro mais o nome dos grupos que vi. Gosto – ou será que gostava ?- de rock. Enfim, foi mais uma tentativa. Ah, sim, claro, de alguns grupos eu lembro, afinal, foi por causa deles que desembolsei aqueles euros todos. Jesus & Mary Chain eu tinha visto no Projeto SP, na Barra Funda, lá nos idos de mil novecentos e noventa e caramba quanto tempo. Eles tocam no meu i-pod uma seleçãozinha que reduzo a cada dia, mas que sempre escapam do corte final. Mas eles estão por um fio, acho que só sobraram duas, do Psychocandy, disco aclamado, ovacionado, como a mais digna herança do Velvet Undergroud… Pelo menos é o que dizia a revista Bizz, lembram dela? Enfim, o barulho deles também rolou no filme Lost in Translation, de Sofia Coppola. Just like honey revirou hit e no show foi a que mais fez sucesso. Show básico, três acordes, duas guitarras, baixo, bateria e vocal. Até aí tudo bem. A fórmula até que poderia ser boa. O que não é bom, e isso eu já sabia desde o show de SP [e por que é que insisto meu Santo Anselmo?] é que no palco os caras não vingam. E para mim, palco, que seja para teatro, dança, música ou o que quer que seja, tem lá suas leis. Não é possível subir nele de qualquer jeito. Todos os jeitos são possíveis, menos de qualquer jeito. E o velho Jesus, pelo jeito, não aprendeu a tal lei.
Mas logo depois veio Les Rita Mitsouko, ainda bem, pois esses sim, em matéria de palco te levam longe longe… E para quem, com mais ânimo e talvez menos idade do que eu, voltou no dia seguinte, viu, ouviu, e talvez tenha apreciado… Bjork.